PDJ - AUDITORIA APRESENTA

 

   

 

AUDITORIA INTERNA (PARTE 1)

 

I - PRINCÍPIOS BÁSICOS

 
1- FUNÇÃO DO AUDITOR INTERNO
 
Cabe a todo Auditor Interno a responsabilidade de projetar a sua imagem e o seu verdadeiro papel dentro da empresa, com o intuito de esclarecer de forma clara e objetiva a sua função.

O entendimento do papel do Auditor nem sempre é satisfatório, quando ele próprio não procura meios eficientes para demonstrar que a sua função não se confunde com a de um policial, bombeiro ou de um simples colocador de tiques em papéis de trabalho (Com o devido respeito ás profissões citadas, listadas aqui como simples figuras de metafóricas).

 
A empresa e os seus comandantes precisam ter plena consciência de que a verdadeira função da sua auditoria interna deve ir além de assegurar que as contas reflitam corretamente os fatos, mas a de avaliar as diretrizes, procedimentos, uso da autoridade, qualidade da administração, eficiência dos métodos de trabalho e mesmo outras fases de uma operação qualquer.

Quando esses pré requisitos são alcançados, geralmente os auditores são requisitados para ajudarem na melhoria dos procedimentos administrativos, mesmo fora da rotina e dos programas de auditoria; quando isso acontece, podem crer caros leitores, a função do Auditor Interno atingiu o ápice.

A visão do auditado de que não está simplesmente sendo vigiado para ser apanhado no erro, ou de que o profissional que ali se encontra esta apenas para "apagar incêndio", chega ao "Preciso Ideal" que almeja qualquer Departamento de Auditoria Interna.

 
2- OBJETIVOS E RESPONSABILIDADES
 
O objetivo geral da auditoria interna é prestar ajuda à Gerencia, com o fito de possibilitar-lhe o desempenho adequado de suas obrigações, proporcionando à mesma análises, apreciações, recomendações e comentários objetivos e/ ou convenientes acerca das atividades analisadas. O Auditor interno deve, portanto, preocupar-se com qualquer fase das atividades da empresa na qual possa ser de utilidade à administração.

A auditoria interna é mais uma função assessorial que de linha. Por isso, o Auditor Interno não exerce autoridade direta sobre os outros membros da organização, cujo trabalho revisa.

O Auditor Interno deve ter liberdade para analisar e avaliar as normas, os planos, procedimentos e registros, mas seu trabalho de modo algum isenta os demais membros da organização das responsabilidade que lhes foram designadas.

 
3- SUBORDINAÇÃO
 
A categoria do Auditor Interno dentro da organização e o apoio que lhe concede a Administração são fatores determinantes do valor e da amplitude dos serviços que obterá.

O ideal seria um Departamento de Auditoria, com um Gerente de Auditoria, subordinado diretamente á Presidência da empresa. Todavia, por circunstancias obvias, nem sempre isso é possível; depende do tamanho e da estrutura da organização. Por mais paradoxal que possa parecer, principalmente em multinacionais, quanto maior e mais complexa a sua estrutura, mais difícil o encaixe de um
Departamento de Auditoria no seu organograma.

No processo seletivo de um profissional de auditoria, mesmo de alto nível e cônscio de tudo que expomos, fica difícil para ele poder participar dessa escolha seletiva e poder opinar; geralmente, a busca por uma colocação o impede de descartar algo que não fosse totalmente do seu agrado de convicção.

Em circunstancias especiais, quando um auditor inicia os trabalhos de um setor de auditoria, implantando métodos e, como se diz, "vendendo o seu peixe", o processo de assimilação por parte dos superiores cresce, a medida que os resultados positivos da auditoria aparecem.

 
4- ÉTICA PROFISSIONAL
 
De uma forma sucinta, relaciono alguns princípios de ética que os Auditores Internos devem ter, tais como:
 
submeter o seu próprio trabalho a uma severa auto-crítica;
 
severa imparcialidade no julgamento;
 
manter rígidas normas pessoais de conduta;
 
fundamentar o seu trabalho na te4cnologia profissional;
 
não fechar as portas por onde passar;
 
manter um clima de honestidade e franqueza;
 
evitar a toda prova a tentação de dizer o que não pode provar;
 
evitar ao máximo suspeitas sobre a correção alheia;
 
o Auditor Interno não deve simplesmente ser honesto, mas proceder com tal correção que todos o julguem honesto;
 
manter absoluto sigilo profissional.
 
5- RELACIONAMENTO ENTRE AUDITOR/AUDITADO
 
O Auditor Interno tem no contato diário e constante com as pessoas uma das suas principais ferramentas de trabalho. Por essa razão, ela deve ser cuidadosamente utilizada.
 
II - NORMAS PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA AUDITORIA INTERNA
 
1 - INDEPENDÊNCIA DO DEPARTAMENTO DE AUDITORIA INTERNA
 
Os Auditores Internos devem ser independentes em relação às atividades que examinam. São independentes quando podem exercer suas funções de auditoria livre e objetivamente.

A independência permite aos Auditores Internos exercerem julgamento imparcial e sem tendenciosidade, que é essencial à realização de uma boa auditoria. Isto se consegue através de um bom conceito na organização e objetividade.

 
Bom Conceito
 
O conceito do Departamento de Auditoria Interna na organização deve ser suficientemente elevado para permitir-lhe desincumbir-se de suas responsabilidades. Os auditores precisam contar com o apoio de todos os níveis gerenciais, bem como de todos os chefes de departamentos, de modo que possam executar seu trabalho livres de interferência e com a colaboração dos setores submetidos.
 
Objetividade
 
Os Auditores Internos devem agir objetivamente ao realizarem seus exames. A objetividade se caracteriza por uma atitude mental, independente, a ser mantida pelos auditores durante a realização de seu trabalho. Os Auditores Internos não devem ceder em seus julgamentos sobre questões de auditoria.

A bem da objetividade, os auditores tem obrigação de executar seus trabalhos de modo que lhes permita confiar nos resultados deses, que não se façam concessões quanto à qualidade e que cada tarefa seja executada sem tendenciosidade.

Não se deve colocar os Auditores Internos em situação que os impeça de exercer um julgamento profissional objetivo.

A) As incumbências devem, ser dadas aos auditores de modo a evitar conflitos de interesse a tendenciosidade reais ou potenciais. O Chefe do Departamento deve informar-se periodicamente a respeito de possíveis conflitos de interesses e tendenciosidades, junto a seu pessoal.

B) Os Auditores Internos se reportarão ao Chefe do seu Departamento, informando-o de quaisquer situações em que haja tendenciosidade ou falta de independência, ou em que se pressinta a possibilidade de virem a existir essas falhas. O Chefe de Auditoria Interna deve então estudar a conveniência de mudar os auditores designados para os trabalhos.

C) Deve haver rodízio periódico na designação dos Auditores, sempre que possível.

D) Os Auditores Internos não devem assumir responsabilidades no setor operacional, mas, se ocasionalmente, forem incumbidos de trabalho que não o de auditoria, deve-se deixar claro que não estão atuando na qualidade de Auditores Internos. Além do mais, acredita-se que a objetividade seja prejudicada quando os Auditores Internos examinam uma atividade sobre a qual tem responsabilidade e autoridade. Deve-se considerar esse efeito ao se fazer relatório sobre os resultados do trabalho.

A objetividade dos Auditores Internos não é prejudicada quando eles recomendam normas de controle para sistemas e procedimentos de revisão, antes de sua adoção.

O projeto, a instalação ou a operação de sistemas não são funções de auditoria, assim como não o é o esboço de procedimentos para sistemas. O desempenho dessas atividades por Auditores é considerado prejudicial à objetividade.

E ) Na hipótese de cuncionários transferidos para o Departamento de Auditoria Interna, para exercerem as funções de Auditor, não devem ser incumbidos de examinar atividade anteriormente executadas por eles próprios, a não ser depois de decorrido algum tempo da transferência.

F) Os resultados do trabalho do auditor devem ser examinados pela chefia ou supervisão do Departamento de Auditoria Interna antes de se emitir um relatório, a fim de se assegurar que o mesmo foi feito objetivamente.

 
2 - COMPETÊNCIA DOS AUDITORES INTERNOS E ZELO PROFISSIONAL
 
É responsabilidade dos Departamento de Auditoria Interna e do Auditor Interno, individualmente, demonstrar competência profissional.

O Departamento deve designar para executar o trabalho indivíduos que possuam, em conjunto, a experiência e os conhecimentos técnicos necessários para desincumbirem-se das tarefas com eficiência.

Do Departamento de Auditoria Interna

 
A) Contratação de Pessoal
 
O Chefe da Auditoria Interna deve estabelecer critérios apropriados de instrução formal e experiência, para preenchimento dos cargos de Auditor Interno, dando a devida consideração ao âmbito do trabalho e grau de responsabilidade.

É preciso se certificar das qualificações e competência de cada Auditor em potencial.

 
B) Conhecimento, Capacidade e Disciplina
 
Os Auditores Internos devem ter disciplina na aplicação de normas, procedimentos e técnicas de auditoria interna.

O Departamento de Auditoria Interna deve ter pessoal ou utilizar os serviços de consultores versados em economia, finanças, estatística, processamento eletrônico de dados, engenharia, impostos e direito, conforme exigirem os trabalhos de auditoria. Não é preciso, porém, que cada Auditor conheça todas essas matérias. Entretanto, um conhecimento é indispensável para o perfeito desempenho do Auditor Interno, ou seja, contabilidade.

O Chefe da Auditoria Interna tem a responsabilidade de supervisionar adequadamente o trabalho de auditoria.

A supervisão é um processo contínuo, iniciado no trabalho de planejamento e findo com a conclusão do serviço.

A supervisão consiste do seguinte:

 
- dar instruções coerentes aos subordinados no inicio do serviço e aprovar o programa;

- cuidar para que o programa aprovado seja cumprido, a menos que os desvios eventuais possam ser justificados e autorizados;

- determinar se os papeis de trabalho de auditoria fundamentam devidamente as descobertas, conclusões e relatórios da auditoria;

- certificar-se de que os relatórios de auditoria são exatos, objetivos, claros, concisos, construtivos e oportunos;

Deve-se ter e guardar comprovação apropriada da supervisão.

O grau de supervisão necessário irá depender da competência e dos elementos que compõe a equipe de auditoria e da dificuldade do trabalho. Todos os trabalhos de auditoria, quer sejam feitos pelo Departamento de Auditoria Interna, quer para ele, são de responsabilidade de seu chefe.

 
Do Auditor Interno

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