PDJ - AUDITORIA APRESENTA

 

   

 

AUDITORIA OPERACIONAL

 

VISÃO SIMPLISTA DE UM AUDITOR INTERNO

 
Muita tinta já foi gasta sobre a chamada Auditoria Operacional; sob o ponto de vista restrito, excluindo-se a a Auditoria Contábil, na sua mais simplista visão, ou seja, na minha opinião, todo outro processo de revisão em qualquer organização, seja publica ou privada, pequena, média ou multinacional, enquadra-se necessariamente na auditoria operacional.

Como revisarmos áreas fundamentais como, por exemplo:

 

Vendas, Contas a Receber, Recebimentos;

Compras, Contas a Pagar e Pagamentos;

Custos, Controle da Produção e Estoques;

Pessoal e Folha de Pagamento.

 

Sem avaliarmos os controle internos, seus pontos fortes e fracos? Seria um risco, guardando-se as devidas proporções,  incalculável, uma temeridade para emissão de qualquer parecer sobre a revisão efetuada.

 

Arrisco, sem medo de errar, que as causas dos eternos e, felizmente já superados, conflitos com a Auditoria Externa, no que diz respeito aos métodos utilizados pelos Auditores Internos, foram os fracos e inconsistentes reflexos existentes nos Papeis de Trabalho da Auditoria Interna.

 
Com objetivos diferentes, o Auditor Externo, tem que confiar que os sistemas operacionais avaliados pela Auditoria Interna foram suficientes e adequados durante o transcorrer do chamado Exercício Fiscal.
 
Por experiência própria, depois de muitos anos na auditoria interna , de empresas consideradas multinacionais, consegui participar dos processos intermediários da Auditoria Externa, reduzindo tarefas que considerava repetitivas, com reflexo até no custo dos honorários; tanto nas revisões consideradas intermediarias como de final de exercício, as pastas de trabalho da auditoria interna eram entregues e revisadas pelos auditores externos.

O intercambio entre os auditores, objetivo de qualquer profissional da área, eram harmônicos, com ganhos evidentes para as organizações envolvidas.

 
AUDITORIA ANALÍTICA
 
Para chegar aos resultados expostos, como dizem "tive que enxugar muito gelo"; cada revisão, algumas de forma até rudimentar, muitas vezes fruto de experiências pessoais, mesmo com desfechos até satisfatórios, sentia que faltava algo. A segurança e o crescimento profissional, confesso sem exageros, veio com a absorção da técnica em epígrafe, conseguida com um curso especifico, adquirido pela  empresa que posteriormente tive a oportunidade de implantar toda a metodologia no Departamento de Auditoria Interna.
 
A Auditoria Analítica foi idealizada como um processo novo a realização de uma parte do trabalho comumente chamada "Auditoria Preliminar". A ênfase reside principalmente na análise intensa dos sistemas usados na empresa.
A verificação detalhada fica restrita àquelas áreas onde foram reveladas falhas, através da análise.
Após intensas pesquisas realizadas pela Clarkson, Gordon & Co. do Canadá, verificou-se que o melhor meio para efetuar essa análise seria a forma padronizada de gráficos de fluxos, conhecidos como fluxogramas. Em primeiro lugar, essa foi a maneira achada mais concisa de registrar os sistemas da empresa e a sua revisão e, em segundo lugar, seria o instrumento mais eficiente para fazer o trabalho de análise.

Os gráficos ou fluxogramas  mostram claramente como o sistema esta funcionando e fornecem um método fácil e prontamente compreensível para localizar falhas nos sistemas ou áreas onde melhorias poderiam ser introduzidas. Determina-se, então, através da avaliação dos fluxogramas, as áreas de controle interno deficiente, as quais serão verificadas detalhadamente.

Naturalmente, o uso ocasional do fluxograma não é novo.

A aplicação esta na aplicação sistemática e objetiva de um método padronizado de gráficos como um processo normal de auditoria de todos os sistemas.

Na auditoria analítica os fluxogramas tornam-se a chave de uma análise aperfeiçoada dos sistemas e essa análise, por sua vez, é a chave de um programa de verificação mais cuidadosa e de uma auditoria mais útil, de modo geral.

 
Fiel aos princípios e a técnica da Auditoria Analítica conduzi por alguns anos equipes, dei cursos e palestras para auditores; creio sinceramente com bons frutos.
 
AOF (AUDITORIA OPERACIONAL FLUXOGRAFADA)
 
"O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO"
 
Com o passar do tempo, alguns resultados foram positivos, outros decepcionantes.

Entre os inúmeros problemas surgidos, os mais relevantes foram:

 

A divulgação do método foi, originalmente, dirigida ao auditor independente. Pouca ou nenhuma adaptação foi tentada, pelo menos no Brasil, para uma eficaz utilização pelos auditores internos;
Versão praticamente "ao pé da letra", sem uma adaptação às exigências brasileiras;
A difícil ou mesmo impraticável adaptação de alguns auditores, acostumados com os métodos convencionais, para desenhos e análises dos fluxogramas;
Incompreensão de alguns analistas e auditados para o método, o qual a primeira vista supunha-se invadir terreno alheio;
Conflitos operacionais entre auditores internos e externos, quando não havia sincronismo nos procedimentos;
Relatórios não adaptados, tornando-se inoperantes na divulgação, cobrança e seguimentos dos achados;
Aparentemente irrelevante, o nome "Auditoria Analítica", traduzido literalmente, causou confusões, principalmente aos não iniciados em auditoria. Particularmente, várias vezes, tive que explicar qual a diferença do método proposto para o antigo, ou seja, pasmem os amigos : "Auditoria Sintética".
 

Na pratica, ajustes e pequenas mudanças foram sendo aplicadas, até o momento que uma ampla reforma, inclusive conceitual, deveria ser feita; e foi o que fiz. Com o nome de AOF (AUDITORIA OPERACIONAL FLUXOGRAFADA). Na verdade uma adaptação dirigida especificamente ao Auditor Interno, ampliando-se segmentos operacionais, como custos, área fiscal e legal, melhor entrosamento e atendimento a auditoria externa.

 
Para os nossos visitantes, em forma de curso, disponibilizei  a AOF; bons estudos!
 
 

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